10.03.2023-CVR-LOGOTIPO-LETRAS PRETAS-HORIZONTAL-PT

Prefeitura de SP desapropria área equivalente a Paris com promessa de transformar em área de preservação ambiental

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) assinou nesta quarta-feira (21) um decreto de desapropriação de 32 terrenos que hoje são particulares. A promessa é transformá-los em áreas de preservação ambiental.

Somadas, as áreas verdes equivalem à extensão de Paris, capital francesa. O projeto tem um custo mínimo de R$ 750 milhões.

As desapropriações acontecem com indenizações pagas pela prefeitura aos proprietários dos terrenos.

“Agora, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, junto com a Procuradoria, faz a notificação dos proprietários, a gente apresenta o valor de acordo com nossa avaliação. Havendo a concordância, o depósito do valor e transferência de titularidade. Se houver contestação, o proprietário recorre ao Judiciário”, afirmou Ricardo Nunes.

Ao menos oito grandes áreas estão em volta da Represa Billings, na Zona Sul. Nas proximidades da Serra da Cantareira, na Zona Norte da capital, serão ao menos sete terrenos.

Na região da Billings, o objetivo é garantir a preservação do manancial. Ao longo dos anos, milhares de pessoas passaram a morar nas margens da represa. O desafio é conciliar preservação com habitação.

De acordo com o secretário do Verde e Meio Ambiente, Rodrigo Ravena, as áreas que serão desapropriadas pelo decreto não chegaram a ser ocupadas: “São áreas remanescentes de floresta nativa. Não tem ocupação. São áreas de floresta”, explicou.

Cinturão verde

 

Carlos Bocuhy, ambientalista e presidente do Instituto de Proteção Ambiental, explica que o decreto assinado nesta quarta (21) cria um cinturão verde de proteção no entorno da cidade. Mas aponta que, nas margens das represas, é preciso recuperar o que foi degradado — o que, segundo ele, já deveria ter sido feito desde a década de 1970.

Bocuhy também diz que é urgente criar soluções para as chamadas ilhas de calor da cidade, regiões com pouco verde que aumentam a temperatura urbana. Por isso, um parque como o Bixiga, na Bela Vista, seria importante. Mas isso não está previsto no decreto.

“Se você olhar São Paulo da Paulista para a Zona Oeste, é ali que começa a intensificação das ilhas de calor. Essa área do Bixiga é extremamente importante como elemento a ser revegetado dentro da mancha urbana.”

Sobre o Parque Bixiga, Nunes disse que a prefeitura apresentou uma proposta para o grupo que é dono do terreno e que aguarda uma resposta.

Fonte: Matéria publicada no portal G1

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